“BUSCA AUTÊNTICA”

LER

Marcos 3,7-12

“Muita gente foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia.” (Mc 3,8).

O Evangelho de hoje, antes de tudo, nos desafia a olhar para a multidão dentro de nós: nossos medos, angústias, desejos e motivações. Ele nos convida a buscar um encontro verdadeiro com Cristo, um encontro que vá além das necessidades momentâneas e nos transforme em discípulos que vivem e anunciam a alegria do Reino. Assim também que as nossas relações interpessoais não sejam motivadas, exclusivamente, por necessidades egoístas, mas com o intuito de que também possamos compartilhar da nossa alegria, dos nossos dons, nossos bens com o outro.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).

MEDITAR

  1. Será que, em minha vida, busco Jesus somente quando preciso de algo?
  2. Confio no tempo de Deus para minha vida, mesmo quando não compreendo tudo?

CONTEMPLAR

Medite a frase: “Senhor, ensina-me a buscar-Te pelo que Tu és, e não apenas pelo que podes fazer por mim.”

COMPROMISSO

Ajude alguém que está buscando cura ou consolo, apontando para Cristo como fonte de vida. (Escreva no seu diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

No trecho evangélico, observou o Pontífice, «pronuncia-se por três vezes a palavra “multidão”: seguia-o uma grande multidão, vinda de todas as partes; uma grande multidão; e a multidão lançava-se sobre ele, para o tocar». Uma multidão «com um entusiasmo fervoroso, que seguia Jesus calorosamente e vinha de todas as partes: de Tiro e Sidônia, da Idumeia e da Transjordânia». Muitos «percorriam este caminho a pé para encontrar o Senhor». E perante esta insistência surge uma pergunta: «Por que vinha esta multidão? Por que este entusiasmo? Do que precisava». As motivações sugeridas por Francisco podem ser multíplices. «O próprio Evangelho diz-nos que havia doentes que queriam ser curados», mas havia também numerosos que iam «para o ouvir». Aliás, «estas pessoas gostavam de ouvir Jesus, porque não falava como os seus doutores, mas com autoridade. Isto mexia com o coração». Certamente, sublinhou o Papa, «era uma multidão que vinha espontaneamente: não a levavam de autocarro, como vemos muitas vezes quando se organizam manifestações e tantos devem ir para “verificar” a presença, para não perder depois o posto de trabalho».

Portanto, esta gente «ia porque sentia algo». E eram tão numerosos «que Jesus teve que pedir uma barca e afastar-se um pouco da margem do rio, para que não o esmagasse». Mas qual era o verdadeiro motivo, o profundo? Segundo o Pontífice «o próprio Jesus no Evangelho explica» esta espécie de «fenómeno social» e diz: «Ninguém pode vir ter comigo se não o atrair o Pai». Com efeito, esclareceu Francisco, se é verdade que esta multidão ia ter com Jesus porque «necessitava» ou porque «alguns eram curiosos» o motivo real encontra-se no facto de que «esta multidão era atraída pelo Pai. Era o Pai que atraía as pessoas a Jesus». E Cristo «não ficava indiferente, como um mestre estático que proferia as suas palavras e depois lavava as mãos. Não! Esta multidão mexia com o coração de Jesus». Precisamente no Evangelho lê-se que «Jesus estava comovido, porque via estas pessoas como rebanho sem pastor».

(Papa Francisco, Meditações matutinas na santa missa celebrada na capela da casa Santa Marta, 19/01/2017).

Bom dia para você e sua família!