CONVERSÃO DE SÃO PAULO

“MISSÃO TRANSFORMADORA”

LER

Marcos 16,15-18

“Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los.” (Mc 3,14).

A festa da conversão de São Paulo toca diretamente o sentido de nossa vida. O que significa “anunciar o Evangelho”? As palavras de Jesus dão um conhecimento bastante explícito, é muito mais do que palavras ou discursos: é viver de tal maneira que nossas ações, escolhas e presença no mundo sejam reflexos do amor, da compaixão e da verdade de Cristo. O “ide” de Jesus nos desafia a sair da zona de conforto, a ultrapassar barreiras, não apenas físicas, mas emocionais, espirituais e sociais.

O Evangelho nos convida a uma fé viva, que não se limita a rituais ou práticas externas, mas transforma o coração e a vida cotidiana.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).

MEDITAR

  1. Onde Deus está me chamando a ser testemunha do Evangelho?
  2. Como estou vivendo minha fé e meu batismo? Minha vida reflete minha confiança em Deus?

CONTEMPLAR

Imagine-se como um dos discípulos, ouvindo o mandato de Jesus. Como você se sente?

COMPROMISSO

Reflita sobre como você pode demonstrar mais coragem e confiança diante dos desafios, crendo que Deus age através de você. (Escreva no seu diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

A missão é resposta, livre e consciente, à chamada de Deus. Mas esta chamada só a podemos sentir, quando vivemos numa relação pessoal de amor com Jesus vivo na sua Igreja. Perguntemo-nos: estamos prontos a acolher a presença do Espírito Santo na nossa vida, a ouvir a chamada à missão quer no caminho do matrimónio, quer no da virgindade consagrada ou do sacerdócio ordenado e, em todo o caso, na vida comum de todos os dias? Estamos dispostos a ser enviados para qualquer lugar a fim de testemunhar a nossa fé em Deus Pai misericordioso, proclamar o Evangelho da salvação de Jesus Cristo, partilhar a vida divina do Espírito Santo edificando a Igreja? Como Maria, a Mãe de Jesus, estamos prontos a permanecer sem reservas ao serviço da vontade de Deus (cf. Lc 1, 38)? Esta disponibilidade interior é muito importante para se conseguir responder a Deus: Eis-me aqui, Senhor, envia-me (cf. Is 6, 8). E isto respondido não em abstrato, mas no hoje da Igreja e da história.

A compreensão daquilo que Deus nos está a dizer nestes tempos de pandemia torna-se um desafio também para a missão da Igreja. Desafia-nos a doença, a tribulação, o medo, o isolamento. Interpela-nos a pobreza de quem morre sozinho, de quem está abandonado a si mesmo, de quem perde o emprego e o salário, de quem não tem abrigo e comida. Obrigados à distância física e a permanecer em casa, somos convidados a redescobrir que precisamos das relações sociais e também da relação comunitária com Deus. Longe de aumentar a desconfiança e a indiferença, esta condição deveria tornar-nos mais atentos à nossa maneira de nos relacionarmos com os outros. E a oração, na qual Deus toca e move o nosso coração, abre-nos às carências de amor, dignidade e liberdade dos nossos irmãos, bem como ao cuidado por toda a criação. A impossibilidade de nos reunirmos como Igreja para celebrar a Eucaristia fez-nos partilhar a condição de muitas comunidades cristãs que não podem celebrar a Missa todos os domingos. Neste contexto, é-nos dirigida novamente a pergunta de Deus – «quem enviarei?» – e aguarda, de nós, uma resposta generosa e convicta: «Eis-me aqui, envia-me» (Is 6, 8). Deus continua a procurar pessoas para enviar ao mundo e às nações, a fim de testemunhar o seu amor, a sua salvação do pecado e da morte, a sua libertação do mal (cf. Mt 9, 35-38; Lc 10, 1-11).

(Papa Francisco, Mensagem para o dia mundial das missões, 18/10/2020).

Bom dia para você e sua família!