SANTO TOMÁS DE AQUINO
“PARTICIPAÇÃO E COMUNHÃO”
LER
Marcos 3,31-35
“Chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora…” (Mc 3,31).
Muitas vezes, como a família de Jesus, ficamos do lado de fora, distantes e até apáticos à realidade do meio no qual estamos inseridos, apáticos às pessoas ao nosso lado ou aos acontecimentos corriqueiros da vida e ainda hesitantes em nos entregar plenamente a Deus. A proposta de Jesus é clara: ser parte de sua família é uma escolha que exige compromisso. Não é sobre privilégios ou rótulos religiosos, mas sobre uma vida orientada por valores como amor, solidariedade, compaixão e obediência a Deus.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
MEDITAR
- Quem são as pessoas com quem eu compartilho a fé e a vontade de Deus?
- Como você tem buscado discernir e viver segundo a vontade divina no dia a dia?
CONTEMPLAR
Imagine-se sentado ao redor de Jesus, ouvindo suas palavras e sendo incluído como parte de sua família.
COMPROMISSO
Reflita sobre como você pode ser um irmão ou irmã para aqueles que estão ao seu redor, oferecendo apoio, encorajamento ou perdão. (Escreva no seu diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Que necessidade havia para que o Filho de Deus sofresse por nós? Uma necessidade grande e, por assim dizer, dupla: para remédio contra o pecado e para exemplo do que devemos fazer.
Foi em primeiro lugar um remédio, porque na paixão de Cristo encontramos remédio contra todos os males em que incorremos por causa dos nossos pecados.
Mas não é menor a utilidade que tem como exemplo. Na verdade, a paixão de Cristo é suficiente para orientar toda a nossa vida. Quem quiser viver em perfeição, basta que despreze o que Cristo desprezou na cruz e deseje o que Ele desejou. Nenhum exemplo de virtude está ausente da cruz.
Se queres um exemplo de caridade: Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos seus amigos. Assim fez Cristo na cruz. E se Ele deu a vida por nós, não devemos considerar penoso qualquer mal que tenhamos de sofrer por Ele.
Se procuras um exemplo de paciência, encontras na cruz o mais excelente. Reconhece-se uma grande paciência em duas circunstâncias: quando alguém suporta com serenidade grandes sofrimentos, ou quando pode evitar os sofrimentos e não os evita. Ora Cristo suportou na cruz grandes sofrimentos, e com grande serenidade, porque sofrendo não ameaçava; e como ovelha levada ao matadouro, não abriu a boca. É grande portanto a paciência de Cristo na cruz: corramos com paciência para a prova que nos é proposta, pondo os olhos em Jesus, autor e consumador da fé, que em lugar da alegria que lhe era proposta suportou a cruz, desprezando-lhe a ignomínia.
Se queres um exemplo de humildade, olha para o crucifixo: Deus quis ser julgado sob Pôncio Pilatos e morrer.
Se procuras um exemplo de obediência, segue Aquele que Se fez obediente ao Pai até à morte: assim como pela desobediência de um só, isto é, Adão, muitos foram constituídos pecadores, assim também pela obediência de um só muitos serão justificados.
Se queres um exemplo de desprezo pelas honras da terra, segue Aquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores, no qual se encontram todos os tesouros de sabedoria e de ciência e que na cruz está despojado dos seus vestidos, escarnecido, cuspido, espancado, coroado de espinhos e dessedentado com fel e vinagre.
Não te preocupes com trajes e riquezas, porque repartiram entre si as minhas vestes; nem com as honras, porque troçaram de Mim e Me bateram; nem com as dignidades, porque teceram uma coroa de espinhos e puseram-na sobre a cabeça; nem com os prazeres, porque para a minha sede Me deram vinagre.
(Dos Comentários de São Tomás de Aquino, presbítero).
Bom dia para você e sua família!
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