“ENCONTRO COM DEUS”

LER

Marcos 8,11-13

“Por que esta gente pede um sinal? […] a esta gente não será dado nenhum sinal.” (Mc 8,12).

O Evangelho nos convida a entender que a vida não nos oferece respostas prontas, sinais definitivos ou garantias externas. O sinal de Jesus não é algo visível, imediato ou fácil de entender. O sinal que Ele oferece é a própria presença, o encontro com Ele, que desafia as estruturas externas de validação. A resposta para o sentido da vida não virá de fora, mas de um processo de autodescoberta e de encontro com Deus, onde o significado da vida é construído, a partir da nossa própria caminhada concreta.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).

MEDITAR

  1. Como posso aprender a confiar mais na presença de Deus em minha vida?
  2. Buscar por sinais externos estar me afastando de um relacionamento mais profundo e autêntico com Deus, que se revela nas pequenas coisas do cotidiano?

CONTEMPLAR

Deixe-se penetrar pelo mistério da Palavra e pela presença de Deus em nosso coração.

COMPROMISSO

Dedique 10 minutos durante essa semana para silenciar e refletir sobre a presença de Deus em sua vida. (Escreva no seu diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

O invejoso faz mau uso dos bens, pois, uma vez excluído de todos os valores que, desditosamente, detesta, sua alma não terá mais do que se atormentar. E quem poderá socorrê-lo, desde o momento em que a inveja o torna algoz de si mesmo? Ou onde buscará sua própria salvação, ele, que, servindo-se de maneira insensata dos bens, contrai a ruína da fonte da salvação? No entanto, até os invejosos, inspirados por Deus como outros pecadores, poderiam ressurgir na esperança de voltar a alcançar a salvação e se arrepender de como são, para agradar a Deus. Poderiam abster-se de imitar Caim, que, após matar seu irmão, cego pela louca inveja que o dominava, condenou também sua alma, desconcertada pelo fratricídio, à pena de morte eterna, quando disse ao Senhor, desesperado por obter o perdão: “Minha iniquidade é grande demais para merecer perdão” (Gn 4,13).

Esses, portanto, detestando o exemplo daqueles, poderiam afastar-se de si mesmos e voltar para Deus, sem chegar a tocar o fundo do mal com a desesperança de alcançar a salvação. Pois bem, neste caso, quem poderia duvidar? Mais ainda, quem não acreditaria firmemente que suas culpas anteriores podem ser perdoadas?

(G. Pomero, La vita contemplativa, Roma 1987, pp. 228ss).

Bom dia para você e sua família!