“ENTENDIMENTO”
LER
Marcos 8,14-21
“Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido?” (Mc 8,17).
O texto de hoje nos faz refletir sobre o a dificuldade de compreendermos de maneira fácil os acontecimentos da nossa existência, muitas vezes não entendemos claramente o que realmente importa. Contudo, a resposta a essa questão de Jesus exige uma disposição para irmos além das nossas limitações e abramos à transformação contínua. O ensinamento de Jesus nos desafia a não apenas procurar respostas, mas a buscar um entendimento mais profundo, um entendimento que vem da abertura, da vulnerabilidade e da conexão com aquilo que nos transcende.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
MEDITAR
- O que a falta de compreensão dos discípulos revela sobre minha própria vida?
- Em que áreas de minha vida estou fechado(a) a novas compreensões ou à ação de Deus?
CONTEMPLAR
Após um momento de oração, permita que o silêncio tome conta do momento.
COMPROMISSO
Vou me comprometer a fazer uma boa ação por alguém esta semana, seja ouvindo alguém que precisa, ajudando de alguma forma prática, ou oferecendo palavras de apoio e fé. (Escreva no seu diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
«No Evangelho Jesus reprova os discípulos que discutiam: “mas tu devias trazer o pão — Não, tu!”». Os doze «como sempre, discutiam entre si». E Jesus dirige-lhes «uma bonita palavra: “Prestai atenção, evitai o fermento dos fariseus e o fermento de Herodes”». «Cita o exemplo de duas pessoas: Herodes é malvado, assassino, e os fariseus são hipócritas». Mas o Senhor menciona também o “fermento” e eles não compreendem».
Come narra Marcos, o facto é que os discípulos «falavam de pão, deste pão, e Jesus diz: “mas aquele fermento é perigoso, que temos dentro e que nos leva a destruir. Evitai-o, prestai atenção!”». Depois, Jesus indica a outra porta: «Tendes o coração endurecido? Não vos recordais de quando multipliquei os cinco pães, a porta da salvação de Deus?». Com efeito, «através dessa via da discussão — disse — nunca faremos algo de bom, haverá sempre divisões, destruição!». E continuou: «Pensai na salvação, no que Deus fez por nós, e escolhei bem!». Mas os discípulos «não compreendiam, porque o coração estava endurecido por esta paixão, por esta maldade de discutir entre si e ver quem era o culpado do esquecimento do pão».
Em seguida, Francisco exortou a levar «a sério esta mensagem do Senhor». Com a consciência de que «estas não são coisas estranhas, não é o discurso de um marciano», ao contrário, são «coisas que acontecem na vida». E para o verificar, repetiu, basta ler «o jornal, nada mais!».
Contudo, acrescentou, «o homem é capaz de praticar o bem: pensemos em madre Teresa, por exemplo, uma mulher do nosso tempo». Mas se «todos somos capazes de fazer tanto bem» somos também «capazes de destruir no macro e no micro, na mesma família: destruir os filhos, não os deixando crescer em liberdade, não os ajudando a crescer bem» e de qualquer maneira anulando-os. E dado que temos «esta capacidade», para nós «é necessária a meditação contínua: a oração, o confronto entre nós» exatamente «para não cair nesta maldade que destrói tudo».
E «temos a força» para o fazer, como «nos recorda Jesus». «Recordai-vos de mim, que derramei o meu sangue por vós; recordai-vos de mim que vos salvei; recordai-vos de mim que tenho a força de vos acompanhar no caminho da vida, não pela via da maldade mas pelo caminho da bondade, da prática do bem aos outros; não pela estrada da destruição mas da edificação: construir uma família, uma cidade, uma cultura, uma pátria, cada vez mais!».
(Papa Francisco, Meditações matutinas na santa missa celebrada
na capela da domus Sanctae Marthae, 17/02/2015)
Bom dia para você e sua família!
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