“TRANSFORMAÇÃO”
LER
Marcos 8,27-33
” Jesus perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” (Mc 8,27).
O Evangelho de hoje nos convidar a refletir sobre nosso autoconhecimento, sobre as perguntas difíceis que tentamos responder: o significado do sofrimento, a felicidade. Frequentemente é possível que enfrentemos sofrimentos, que em uma forma de olhar, deveriam nos ajudar alcançar uma vida mais plena e sobre as armadilhas das expectativas humanas que muitas vezes nos desviam do caminho verdadeiro. A resposta que Jesus oferece é clara: o sentido profundo da vida não é encontrado na fuga da dor ou no culto ao prazer, mas na aceitação da nossa humanidade, na coragem de viver nossa própria cruz e, paradoxalmente, na promessa da ressurreição.
Em cada momento de dor, de sofrimento ou de dúvida, somos desafiados a encontrar nossa verdadeira identidade, não nas respostas fáceis ou nas construções externas, mas naquilo que Jesus revela sobre a verdadeira natureza de ser humano — a entrega, a verdade e o amor, mesmo quando isso envolve o confronto com a nossa própria fragilidade
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
MEDITAR
- Como tenho lidado com os momentos de sofrimento? Com desespero? Com resignação?
- Tento evitar o sofrimento, ressignificar em minha vida ou procuramos um caminho mais fácil?
CONTEMPLAR
A meditação pode ser resumida num simples “silêncio”, onde a presença de Deus nos preenche de paz e compreensão.
COMPROMISSO
Como posso ressignificar o sofrimento em minha vida? (Escreva no seu diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Na minha vida, foi determinante um conceito que há anos se esclareceu em mim, incitado por Romano Guardini: o cristianismo não é, em primeiro lugar, uma doutrina, mas uma Pessoa, Jesus, o Cristo. Nele está compreendido e dele brota tudo o que é cristão; de fato, a Deus, o Pai, agradou-lhe «fazer habitar nele toda a plenitude» (Cl 1,19), e só «da sua plenitude recebemos todos nós graça sobre graça» (Jo 1,16).
O nome «Jesus» indica sua humanidade, o título «Cristo», entendido ao pé da letra, indica, por sua vez, sua unção, concretamente seu sacerdócio, sua realeza e sua divindade. Nele se cumprem as maiores expectativas de todos os tempos e de todos os povos, representados pelos judeus e pelos pagãos. O homem de Nazaré nos coloca uma pergunta: por que motivo ele é capaz de ser o mais humano de todos os homens? Que tipo de homem é este…? (Mt 8,27). Em Cesareia de Filipe, Pedro reconhece e aprofunda a identidade do Mestre: «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo». O Senhor, confirmando o que Pedro havia dito, declara bem-aventurado seu apóstolo por seu particular dom de graça (Mt 16,16ss).
Chegando a Jesus como Messias, como o prometido libertador dos homens, como Filho de Deus feito homem, chegamos ao seu mais profundo mistério, do qual depende todo o cristianismo. Somente quem se depara com essa realidade encontra verdadeiramente Cristo e pode ser chamado cristão no verdadeiro sentido da palavra; no entanto, isso só se torna possível pela graça de Deus.
(J. B. Lotz, Conquistati da Lui. Incontri con Cristo, Roma 1983, pp. 7ss y 39-41
Bom dia para você e sua família!
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