“OUSADIA”

LER

Marcos 8,34-9,1

“Quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la.” (Mc 8,35).

As palavras de Jesus nos chamam a uma reflexão existencial e de fé, pois apontam para a ação de repensarmos a nossa vida, a percebermos as falsas promessas de segurança e sucesso que o mundo nos oferece e, por fim, a tomarmos a cruz, desafios cotidianos, como um sinal de liberdade. Para viver autenticamente, precisamos perder nossa vida egoísta para encontrar uma vida de significado em Cristo, um Reino que só se revela àqueles dispostos a perder a si mesmos, saímos de nossa “caixa”, da zona de conforto, em favor dos outros e de um propósito maior que faça reacender as profundas motivações da nossa vida.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).

MEDITAR

  1. O que esse texto significa para mim hoje? Quais palavras ou frases mais tocam meu coração?
  2. Quais são as “cruzes” que devo carregar para seguir Jesus de maneira mais autêntica?

CONTEMPLAR

Fique em silêncio, sentado ou deitado, e simplesmente se abra à presença de Deus. Permita que Ele revele Sua vontade.

COMPROMISSO

Demonstre sua fé através de um gesto simples de bondade, como ajudar alguém que está em dificuldade, (Escreva no seu diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

A presunçosa autossuficiência que constitui a chave do episódio da Torre de Babel é desde sempre a tentação mais insidiosa, mas na cultura contemporânea tornou-se ainda mais densa e temível. A consequência disso tudo é o carácter fragmentário: o homem, na sua cultura atual, fragmentou-se, partiu-se, atomizou-se e dividiu-se de uma maneira tremenda, porque não resiste ao cansaço e à responsabilidade de ser o centro de tudo.
[Faz-nos falta] a coragem de não nos deixarmos hipnotizar pelo ruído cultural que, em virtude da configuração atual da sociedade, dos meios de comunicação social, das modas, dos poderes, das mediações do poder, não pode ser detido tão facilmente. Trata-se da coragem de nos refazermos, também no meio desta confusão, uns pontos fundamentais de referência, não para recortarmos uma cultura fechada, mas para termos e projetarmos uns pontos de referência fundamentais que ajudem os outros a assumi-los. Trata-se de uma clara operação de orientação cultural, religiosa, espiritual, que não seja apenas intelectualista, mas que faça parte da própria vida e nos permita ter uns pontos de referência, ajudar os outros a tê-los e, pouco a pouco, ligar cada vez mais todos aqueles que os reconhecem para a constituição de uma unidade viva, cujo sinal fundamental é a Eucaristia.

 (C. M. Martini, Popólo mió esci dall’Egitto, Milán pp. 32ss y 35ss).

Bom dia para você e sua família!