“CONDESCENDÊNCIA”
LER
Lucas 6,27-38
“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso.” (Lc 6,36).
O Evangelho de hoje nos ensina queser misericordioso não é apenas fazer o bem, mas se abrir para o outro, se entregar a essa dinâmica de acolhimento, de busca pela verdade da pessoa, sem máscara ou preconceito. Esse chamado de Jesus nos convida, por fim, a experimentar e viver uma forma de vida que não é marcada pela frieza da razão, mas pela calorosa presença do amor e do perdão, que são os maiores instrumentos para nossa transformação e para a construção de uma vida mais plena e significativa. A misericórdia é uma experiência de Deus que nos faz ser mais sensível à compreensão dos irmãos e irmãs.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
MEDITAR
- Como a misericórdia de Deus se manifesta na minha vida?
- Eu sou capaz de ser misericordioso com os outros, especialmente quando me sinto ferido ou incompreendido?
CONTEMPLAR
Sinta a segurança de que, assim como Pedro, você também é chamado(a) a ser parte da Igreja construída sobre a fé em Cristo.
COMPROMISSO
Como posso aplicar a misericórdia de Deus nos pequenos gestos do dia a dia? (Escreva no seu diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Na Sagrada Escritura, como se vê, a misericórdia é a palavra-chave para indicar o agir de Deus para conosco. Ele não Se limita a afirmar o seu amor, mas torna-o visível e palpável. Aliás, o amor nunca poderia ser uma palavra abstrata. Por sua própria natureza, é vida concreta: intenções, atitudes, comportamentos que se verificam na atividade de todos os dias. A misericórdia de Deus é a sua responsabilidade por nós. Ele sente-Se responsável, isto é, deseja o nosso bem e quer ver-nos felizes, cheios de alegria e serenos. E, em sintonia com isto, se deve orientar o amor misericordioso dos cristãos. Tal como ama o Pai, assim também amam os filhos. Tal como Ele é misericordioso, assim somos chamados também nós a ser misericordiosos uns para com os outros.
A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua ação pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo. A Igreja « vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia ». Talvez, demasiado tempo, nos tenhamos esquecido de apontar e viver o caminho da misericórdia. Por um lado, a tentação de pretender sempre e só a justiça fez esquecer que esta é apenas o primeiro passo, necessário e indispensável, mas a Igreja precisa de ir mais além a fim de alcançar uma meta mais alta e significativa. Por outro lado, é triste ver como a experiência do perdão na nossa cultura vai rareando cada vez mais. Em certos momentos, até a própria palavra parece desaparecer. Todavia, sem o testemunho do perdão, resta apenas uma vida infecunda e estéril, como se se vivesse num deserto desolador. Chegou de novo, para a Igreja, o tempo de assumir o anúncio jubiloso do perdão. É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e dificuldades dos nossos irmãos. O perdão é uma força que ressuscita para nova vida e infunde a coragem para olhar o futuro com esperança
(Papa Francisco, Misericordiae Vultus, Bula de proclamação do jubileu extraordinário da misericórdia).
Bom domingo para você e sua família!
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