“SERVIR A TODOS”
LER
Marcos 9,30-37
“O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens… Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último e aquele que serve a todos!” (Mc 9,31.35).
Jesus nos faz refletir sobre a nossa vida à luz dessas palavras e buscar a verdadeira grandeza, aquela que se revela no servir e no amar, sem esperar reconhecimento ou glória. Que, ao seguirmos esse caminho, encontremos o verdadeiro propósito e sentido existencial, capazes de transformar não apenas a nossa vida, mas a vida dos outros ao nosso redor.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
MEDITAR
- Como isso se aplica à minha vida?
- Estou disposto a viver minha fé de maneira autêntica, a fazer sacrifícios por algo maior?
CONTEMPLAR
Sinta a profundidade das palavras de Jesus e deixe que a mensagem habite profundamente em seu ser.
COMPROMISSO
Como buscarei ser aquele que serve, não aquele que espera ser servido? (Escreva no seu diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Jesus dirigiu-lhes então uma frase vigorosa, que se aplica também a nós hoje: «Se alguém quiser ser o primeiro, há de ser o último de todos e o servo de todos» (v. 35). Se quiseres ser o primeiro, deves pôr-te no final da fila, ser o último, e servir a todos. Com esta frase lapidária, o Senhor inaugura uma inversão: ele derruba os critérios que marcam o que realmente conta. O valor de uma pessoa já não depende do papel que desempenha, do sucesso que tem, do trabalho que faz, do dinheiro no banco; não, não; não depende disso; a grandeza e o sucesso, aos olhos de Deus, têm uma medida diferente: são calculados pelo serviço. Não pelo que se tem, mas pelo que se dá. Queres ser o primeiro? Serve. Este é o caminho.
Hoje a palavra “serviço” parece um pouco desbotada, desgastada pelo uso. Mas no Evangelho tem um significado exato e concreto. Servir não é uma expressão de cortesia: é fazer como Jesus fez, o qual, resumindo a sua vida em poucas palavras, disse que veio «não para ser servido, mas para servir» (Mc 10, 45). Assim disse o Senhor. Portanto, se quisermos seguir Jesus, devemos percorrer o caminho que ele mesmo traçou, a via do serviço. A nossa fidelidade ao Senhor depende da nossa disponibilidade para servir. E isto, sabemos, custa, pois “sabe a cruz”. Mas à 2 medida que os nossos cuidados e disponibilidade para com os outros crescem, tornamo-nos mais livres por dentro, mais semelhantes a Jesus. Quanto mais servimos, mais sentimos a presença de Deus. Sobretudo quando servimos aqueles que nada têm para nos devolver, os pobres, abraçando as suas dificuldades e necessidades com terna compaixão: e assim descobrimos que somos, por nossa vez, amados e abraçados por Deus. Jesus, precisamente para ilustrar isto, depois de ter falado da primazia do serviço, faz um gesto. Vimos que os gestos de Jesus são mais fortes do que as palavras que usa. E qual foi o gesto? Ele pega num menino e coloca-a no meio dos discípulos, no centro, no lugar mais importante (cf. v. 36). O menino, no Evangelho, não simboliza a inocência, mas a pequenez. Porque os mais pequeninos, como as crianças, dependem dos outros, dos adultos, precisam de receber. Jesus abraça aquele menino e diz que quem acolhe um pequenino, uma criança, é a Ele que acolhe (cf. v. 37). Eis, antes de mais, quem servir: quantos precisam de receber e não têm como restituir. Servir aqueles que precisam de receber e não têm como restituir. Ao acolher aqueles que estão à margem, negligenciados, acolhemos Jesus, porque Ele está ali. E num pequenino, num pobre a quem servimos, também nós recebemos o terno abraço de Deus..
(Papa Francisco, Angelus, 19/09/2021).
Bom dia para você e sua família!
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