“INTEGRIDADE E PAZ”

LER

Marcos 9,41-50

“Tende, pois, sal em vos mesmos e vivei em paz uns com os outros” (Mc 9,50).

O Evangelho é um convite a sermos autênticos em nossa fé, a preservar a nossa essência cristã e, a partir disso, sermos agentes de paz no mundo. O sal que trazemos dentro de nós é o que nos permite viver em paz uns com os outros, transformando nossas relações e ambientes em lugares de amor e reconciliação. A paz que Jesus propõe não é passiva, mas ativa, construída no esforço diário de manter a integridade e agir com o coração voltado para o bem comum.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).

MEDITAR

  1. O que significa ter sal em mim mesmo?
  2. O sal também preserva o alimento. Como sou convidado(a) a preservar na verdade e no bem em meio a um mundo que muitas vezes tenta nos corromper?

CONTEMPLAR

Agora, silenciosamente, deixe que o Espírito Santo fale no seu coração através da Palavra.

COMPROMISSO

Adote uma postura sincera, não se deixando influenciar por pressões externas ou por padrões que não condizem com os valores cristãos. (Escreva no seu diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

Quem aqui pensa no pecado? Um homem justamente embrutecido pelo pecado, transbordante de pecados e esmagado por isso […]. Eu sou o próprio ninho do mal e do pecado, e nunca consigo me livrar dele. Nem sequer tento sair dessa rede infernal, dessa armadilha venenosa. Oh pecado, que peso você impõe sobre o arco de meus ombros peludos. Oh pecado, como você dobra violentamente, até deformá-lo, o arco, que em breve será destruído, de meus frágeis ombros. O peso, o peso cortante do pecado — o pecado! — faz brotar um sangue negro sobre esse arco sobre o qual um dia passava a mão de Deus. Sacerdote, você perdoa muito rapidamente. Alivia muito rápido a ferida sangrante do pecado […]. Quem pensa aqui no pecado é um homem embrutecido pelo pecado e esmagado por ele. Esse homem pergunta a Deus: «Oh, tu, bondade infinita, o que é o pecado?». E Deus não responde; o diabo diz: «Sou eu». Você! Repugnante príncipe da matéria imunda. Você, ser ridículo, é você o pecado. Você, o contrário de Deus. Então, é contra você, inimigo, contra quem eu vou constantemente; contra você eu vou, um ser criado por Deus… Sou então um insensato? Como! Será que imploro a amizade de Deus pela manhã e me associo ao seu adversário à noite? Ah! Deixem-me chorar diante do espetáculo da minha loucura ou rir diante do espetáculo da irracionalidade: de branco pela manhã, de vermelho à noite. Oh! Tenho vergonha de mim e da minha bússola quebrada […]. Ainda estou a tempo de fechar as portas da minha alma. Sou eu, sou eu, sou eu o vencedor da serpente. Meu Deus, repreenda-me pelo meu senso de vitória sobre o mal. Restaure-me a limpeza dos sentimentos divinos.

(M. Jakob, Meditazioni religiose, Brescia 1952).

Bom dia para você e sua família!