“RENUNCIAR A SI MESMO”
LER
Lucas 9,22-25
“Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me” (Lc 9,23).
No Evangelho de hoje, Jesus vem mostrar-nos que nem sempre as escolhas certas são aprazíveis de viver, mesmo assim devem ser tomadas. Com a explicação daquilo que lhe aconteceria por anunciar o Reino, o Senhor testemunha aquilo que o salmista cantava: “É feliz quem a Deus se confia!” (Sl 39,5a), Cristo confiou-se inteiramente no Pai. E nós, que trazemos o nome de cristãos, devemos fazer o mesmo, escolher pela cruz, abraçá-la e seguir o Mestre.
Que neste Tempo Quaresmal possamos estar atentos ainda mais ao que o Senhor tem nos chamado a escolher, que Ele inspire as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que Nele comece e Nele termine tudo aquilo que fizermos.
(Danilo Tavares da Silva – Seminarista do 3º ano de Teologia/ Diocese de Bom Jesus-PI).
MEDITAR
- O que entendo por “renunciar a si mesmo”?
- O que é tomar a cruz de cada dia?
CONTEMPLAR
Sinta a presença de Deus em sua vida, ouça Jesus convidando você a viver este caminho de discípulo(a) com plena confiança.
COMPROMISSO
- Como posso seguir Jesus, de forma mais radical, no meu dia a dia? (Escreva no seu diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Acima da finitude, do espaço e do tempo, o amor infinitamente infinito de Deus vem e nos toma. Chega justamente na sua hora. Temos a possibilidade de aceitá-lo ou rejeitá-lo. Se permanecermos surdos, ele voltará uma e outra vez como um mendigo, mas também, como um mendigo, chegará o dia em que ele não voltará mais. Se aceitarmos, Deus depositará em nós uma sementinha e se retirará. A partir desse momento, Deus não precisa fazer mais nada, nem nós, a não ser esperar. Mas sem lamentar o consentimento dado, o “sim” nupcial. Isso não é tão fácil quanto parece, pois o crescimento da semente em nós é doloroso. Além disso, pelo simples fato de aceitá-lo, não podemos deixar de destruir o que lhe é inconveniente; temos que arrancar as ervas daninhas, cortar a grama. E, infelizmente, essa grama faz parte da nossa própria carne, de modo que esses cuidados de jardineiro são uma operação cruel. No entanto, em qualquer caso, a semente cresce sozinha. Chega um dia em que a alma pertence a Deus, em que não apenas dá seu consentimento ao amor, mas, de forma verdadeira e afetiva, ama. Deve, então, por sua vez, atravessar o universo para chegar até Deus. A alma não ama como uma criatura, com amor criado. O amor que há nela é divino, incriado, pois é o amor de Deus para com Deus que passa por ela. Só Deus é capaz de amar a Deus. O único que podemos fazer é renunciar aos nossos próprios sentimentos para deixar espaço para esse amor em nossa alma. Isso significa negar a si mesmo. Somente para esse consentimento fomos criados.
(S. Weil, A la espera de Dios, Madrid 1993, 84).
Bom dia para você e sua família!
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