“ESPERANÇA”
LER
Mateus 9,14-15
“Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão” (Mt 9,15).
No Evangelho Jesus nos faz entender da alegria do encontro que fazemos com Deus. O Jejum é uma metáfora da experiência de ausência de busca, de dúvidas, falta de sentido que vivemos em nossa vida. Por outro lado, o jejum não é o fim, mas o meio para nos encontrar com o Senhor. Jejuar é abster-se de algo. Existencialmente o jejum nos leva a abster-se daquelas coisas que nos afastam de Deus, da fraternidade com os irmãos e do cuidado com a natureza. Se hoje vivemos tempos de espera, de dúvida, de silêncio, devemos lembrar que o noivo voltará; nos preparemos assiduamente para que Sua presença seja constante em nossa vida.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).
MEDITAR
- Em que momentos de minha caminhada espiritual tenho a sensação de que Deus está distante?
- Como posso transformar os momentos de aridez espiritual em uma oportunidade de crescimento?
CONTEMPLAR
Silencie-se e esteja atento(a) àquilo que o Senhor quer comunicar a você nesta leitura, seja por meio de pensamentos, sentimentos ou intuições.
COMPROMISSO
De que maneira posso cultivar a paciência e a confiança em Deus durante os períodos em que sinto sua falta? (Escreva no seu diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Um jejum proporcional às suas forças favorecerá sua vigilância espiritual. Não se podem meditar as coisas de Deus com o estômago cheio, dizem os mestres do espírito. Cristo nos deu exemplo com seu prolongado jejum; quando triunfou sobre o demônio, havia jejuado durante quarenta dias.
Quando o estômago está vazio, o coração é humilde. Aquele que jejua ora com um coração sóbrio, enquanto o espírito do intemperante se dissipa em imaginações e pensamentos impuros. O jejum é uma forma de expressar nosso amor e generosidade; sacrificam-se os prazeres terrenos para alcançar os do céu. Quando jejuamos, sentimos crescer em nós o reconhecimento de Deus, que deu ao homem o poder de jejuar. Todos os detalhes da sua vida, tudo o que acontece com você e o que ocorre ao seu redor, se ilumina com uma nova luz. O tempo que passa é utilizado de forma nova, rica e fecunda. Ao longo das vigílias, a sonolência e a confusão de pensamentos cedem seu espaço a uma grande lucidez de espírito; em vez de nos irritarmos com o que nos aborrece, aceitamos tranquilamente, com humildade e ação de graças […].
A oração, o jejum e as vigílias são a forma de chamar à porta que desejamos que se nos abra. Os santos pais refletiram sobre o jejum considerando-o como uma medida de capacidade. Se se jejua muito, é porque se ama muito, e se se ama muito, é porque se perdoou muito. Quem muito jejua, muito receberá. No entanto, os santos pais recomendam jejuar com medida: não se deve impor ao corpo um cansaço excessivo, sob pena de a alma sofrer prejuízo. Eliminar alguns alimentos seria prejudicial: todo alimento é dom de Deus.
(T. Co lliander, // cammino dell’asceta. Iniziazione alia vita spirituale, Brescia 1987, 75s).
Bom dia para você e sua família!
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