“TESTEMUNHAR A PALAVRA”

LER

Lucas 11,14-23

“[…] O mudo começou a falar…” (Lc 11,14).

Por momento nos damos conta de que na vida cotidiana, algumas vezes nos encontramos em SILÊNCIO: imposto, de dúvidas, de medos, de ressentimentos não resolvidos e outros mais. Por vezes, nos tornamos mudos diante de nossas próprias angústias, incapazes de expressar o que realmente sentimos ou o que realmente somos. Entendemos que esse silêncio não é libertador, mas uma prisão da alma.

A boa notícia é que Jesus vem até nós, assim como foi até aquele homem, para nos libertar desse silêncio existencial. Ele não apenas expulsa o demônio, mas oferece a cura, que traz a voz novamente – a voz da verdade, a voz da autenticidade. Uma voz que nos liberta.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor espiritual).

MEDITAR

1. Onde em minha vida estou permitindo que a divisão, o medo ou o orgulho me afastem da ação de Deus?

2. O que preciso fazer para viver minha fé de maneira mais autêntica e comprometida?

LEITURA ESPIRITUAL

Calar não significa estar mudo, assim como falar não equivale a loquacidade. O mutismo não cria solidão, assim como a loquacidade não gera comunhão. “O silêncio é o excesso, a embriaguez e o sacrifício da palavra. O mutismo, ao contrário, é doentio, como algo que foi apenas mutilado e não sacrificado” (Ernest Helio).

Do mesmo modo que há, na jornada do cristão, determinadas horas dedicadas à Palavra — especialmente os momentos de meditação e de oração comunitária —, devem existir também certos momentos de silêncio a partir da Palavra. Serão, sobretudo, os momentos que precedem e seguem a escuta da Palavra. Esta não se manifesta a pessoas tagarelas, mas no recolhimento e no silêncio.

Calar antes de ouvir a Palavra é voltar os nossos pensamentos para ela, assim como uma criança se cala ao entrar no quarto do Pai. Calamos depois de escutar a Palavra, porque ela ainda ressoa, vive e deseja permanecer em nós. Calamos ao começar o dia, porque é Deus quem deve pronunciar a primeira palavra; calamos ao anoitecer, porque a última palavra pertence a Deus. Calamos unicamente por amor à Palavra.

Calar, em última instância, não significa outra coisa senão estar atento à Palavra de Deus, para podermos caminhar sob a sua bênção. (D. Bonhoeffer, Vida em Comunidade, Salamanca, 1983, p. 61)

COMPROMISSO

Decido abrir meu coração para a ação de Deus, permitindo que Ele me liberte das resistências internas e das influências que me afastam da Sua verdade? Como? (escreva no seu Diário espiritual).

Bom dia para você e sua família!