1Coríntios 1,17-25; Mateus 25,1-13
“Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes” (Mt 25,2)
A QUESTÃO NÃO É QUANDO DEUS VIRÁ… MAS SE O NOSSO CORAÇÃO ESTARÁ PREPARADO PARA ENCONTRÁ-LO.
Na parábola, Jesus nos faz entender que a vida não é construída apenas pelos momentos decisivos, mas pelas pequenas escolhas feitas todos os dias. Ninguém prepara o amanhã, os sonhos e os desejos de forma imediata; é necessário percorrer um caminho.
Eu e você somos convidados a olhar para dentro de nós e perguntar: estou cuidando daquilo que realmente dá sentido e preenche a minha vida? Muitas vezes gastamos energia com aquilo que é passageiro e deixamos faltar o essencial: a fé, o amor, a reconciliação, a presença e o cuidado com a nossa própria alma.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Tenho deixado alguma coisa para depois?
- Quais passos estou dando em preparação da pessoa que quero ser amanhã?
COMPROMISSO
Reserve alguns minutos para cuidar do essencial: uma oração sincera, um gesto de amor ou uma decisão que aproxime você da vida que deseja construir. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Em Agostinho não viveu apenas um homem: nele viveu a criatura de carne e osso, de nervos e sangue, com seu desenvolvimento misterioso e múltiplo; viveu o escritor, escritor supremo, filósofo supremo, teólogo supremo e, acima de tudo, o poeta maior dos afetos e das verdades; viveu o cristão e o monge, o sacerdote e o bispo, o santo.
Recebeu de Deus todos os dons mais elevados: uma juventude tempestuosa, a palavra criadora, o silêncio indescritível da oração, a força necessária para governar seu espírito na navegação rumo ao transcendente e na atmosfera do divino.
Foi experiência de filho e de pai, de pecador desviado e de bispo muito rigoroso, de estudante e professor e, portanto, de mestre do seu povo e de todo o Ocidente; de homem do mundo e de monge, de escritor e filósofo, de polemista e amigo, de pensador e contestador, de orador.
Em todos esses momentos, não percais nada de sua riquíssima e poderosíssima humanidade: ele carregou tudo consigo e fundiu tudo no ardor e na luz única de sua santidade dolorosa e extática.
Amou, e de sua experiência de amor nasceu um amor por Deus, talvez o mais elevado que jamais tenha brotado de um coração humano […].
Quando Agostinho morreu em sua cidade sitiada, nada morreu: para ele, nascia nos céus amados sem paz e desejados sem trégua; para nós, nascia na nossa história e na nossa alma.
Desde aquele dia, há algo de agostiniano tanto na história de todos os homens quanto na história de cada um deles.
(G. de Luca, Santo Agostinho. Escritos ocasionais e traduções).
Bom dia para você e sua família!

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