“JESUS NOS CURA E NOS IMPULSIONA A SERVIR AOS OUTROS”
LER
Marcos 1,29-39
“Jesus segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. A febre desapareceu; e ela começou a servi-los” (Mc 1,30.31).
No momento de aflição, quando tudo parece perdido, Jesus estende Sua mão e nos levanta. Ele não apenas cura o corpo, mas também nos dá nova energia para viver e servir aos outros. A fé é capaz de transformar nossa dor em ação, assim como fez com a mulher com febre. A cura que Jesus oferece não é só física, mas também espiritual e existencial, impulsionando-nos a viver com propósito.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Em que áreas da minha vida preciso da mão de Jesus para me levantar?
- Como posso transformar a cura que recebi em serviço ao próximo?
COMPROMISSO
Ofereçaum ato de serviço a alguém que precise de minha ajuda. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Nesta vida, quanto mais tempo a carne mortal pode ser ferida pelo sofrimento, tanto mais tempo o espírito, vulnerável, pode ser tocado pela compaixão […]. De fato, assim como a fraqueza da carne é o sofrimento, assim também a fraqueza do espírito é a compaixão. Por isso, o Deus-homem veio para suprimir ambas as fraquezas e carregou ambas. Assumiu o sofrimento na carne, acolheu a compaixão no espírito. Em ambos, Ele quis ser fraco por nós, a fim de nos curar, nós que somos fracos em ambos. Ficou doente pelo sofrimento de Sua paixão; ficou doente pela compaixão pela miséria dos outros. E carregou sobre Si o sofrimento até morrer pelos mortais. E carregou sobre Si a compaixão até chorar pelos que estavam caminhando para a ruína.
Por causa da miséria, entregou Sua carne à paixão; por causa da misericórdia, deixou que Sua alma se angustiasse até a compaixão. Sofreu em Sua carne padecendo por nós; sofreu por nós em Seu espírito, compadecendo-se […]. E assim Jesus levou, na humanidade que havia assumido, e durante todo o tempo que quis carregar com ela, tanto a paixão na carne quanto a compaixão no espírito…
“Pois os meus dias se dissipam como fumaça, meus ossos se consomem como brasas” (Salmo 102,4). Os dias se dissiparam pela paixão, os ossos arderam pela compaixão. Por causa da paixão, a carne morreu; por causa da compaixão, a alma queimou. A dor da compaixão foi como uma queimação da alma, na qual ardia de misericórdia, era impulsionada pela compaixão, estava ressecada pela desesperança: digo desesperança, mas não por causa de si mesma, mas por causa daqueles que não podiam nem corrigir-se no mal nem libertar-se dele (Hugo de São Vítor, Miscellanea I, CLXXX: em PL 177, cols. 577ss).
Bom dia para você e sua família!

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