Marcos 10,32-45

“Subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue” (Mc 10,33).

“A CRUZ NÃO INTERROMPE O CAMINHO; REVELA A PROFUNDIDADE DO AMOR”

Jesus sobe para Jerusalém sabendo que será entregue, mas não recua diante da dor.

Ele nos ensina que maturidade espiritual não é fugir da cruz, mas atravessá-la com sentido.

Nem todo caminho difícil é sinal de abandono; às vezes, é o lugar onde Deus mais nos forma.

Subir para Jerusalém é enfrentar aquilo que dói sem perder a fidelidade.

Quem ama de verdade não escolhe apenas o caminho fácil; escolhe o caminho que salva.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. O que hoje eu estou evitando enfrentar por medo da dor?
  2. Minha fé permanece firme quando o caminho exige entrega?

COMPROMISSO

Enfrente as situações difíceis com fé, silêncio e responsabilidade. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

A modéstia é um dos dons mais amáveis do homem superior. Isso é absolutamente verdadeiro; mais ainda, observa-se geralmente que a modéstia cresce em proporção à superioridade […].

Se a modéstia é a humildade reduzida à prática, ela não pode se combinar com o orgulho, que é o seu contrário; portanto, não haverá nenhum “justo orgulho”.

O homem que se compraz em si mesmo, que não reconhece em si aquela “lei dos membros que se opõe à lei da mente” (Rm 7,23), o homem que se atreve a prometer a si mesmo que, por sua própria força, escolherá o bem nas ocasiões difíceis, vive miseravelmente enganado e é injusto.

O homem que se coloca acima dos outros é temerário; é parte interessada e se ergue como juiz […].

Assim, o orgulho nunca pode ser justo; por conseguinte, nunca pode ser nem apoio para a fraqueza humana, nem consolo na adversidade.

Estes são os frutos da humildade: é ela que nos sustenta contra a nossa fraqueza, fazendo-a conhecer e recordando-a a todo momento; é a humildade que nos leva a vigiar e a orar Àquele que rege a virtude e a concede; é ela que nos faz “levantar os olhos para os montes, de onde nos vem o auxílio” (Sl 121,1).

E, na adversidade, os consolos são próprios da alma humilde, que se reconhece digna de sofrer e experimenta um sentimento de alegria que nasce do fato de consentir com a justiça. Voltando-se para as suas falhas, recebe as adversidades como correções de um Deus que as perdoará, e não como golpes de uma potência cega; e cresce em dignidade e pureza porque, a cada dor sofrida com resignação, sente que desaparecem algumas das manchas que a deformavam.

(A. Manzoni, Observações sobre a moral católica, Milão, 1943).

Bom dia para você e sua família!