1Reis 19,9a.11-13ª; Romanos 9,1-5; Mateus14,22-33

“Manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água” (Mt 14,28)

CAMINHE NA DIREÇÃO DO QUE DÁ SENTIDO À SUA VIDA E DEIXE PARA TRÁS TUDO AQUILO QUE DESPEDAÇA QUEM VOCÊ É..

No Evangelho de hoje, Pedro não pediu que a tempestade desaparecesse; pediu coragem para atravessá-la em direção a Jesus. Essa atitude de Pedro nos faz entender que em alguns momentos ou situações viver exige sair daquilo que parece seguro.

Também nós enfrentamos “águas” que parecem impossíveis: medos, perdas, decisões, incertezas e situações que não conseguimos controlar. O sentido da vida não nasce da ausência de tempestades, mas da resposta que escolhemos dar diante delas.

Enquanto olhamos apenas para o vento, o medo cresce. Quando reencontramos uma razão maior para continuar, descobrimos forças que não sabíamos possuir.

(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).

MEDITAR

  1. Qual medo hoje está me impedindo de avançar?
  2. Qual passo concreto preciso dar apesar da insegurança?

COMPROMISSO

Avance na direção daquilo que dá sentido à sua vida e naquilo que à fragmenta. (escreva no seu Diário espiritual).

LEITURA ESPIRITUAL

De onde vem o mal?

Por acaso, a matéria da qual Deus formou as criaturas era má, e Ele a moldou e ordenou, mas deixando nela alguma coisa que não transformou em bem? E por que teria feito isso? Sendo onipotente, seria, contudo, incapaz de transformá-la e modificá-la completamente, de modo que nela não restasse nenhum mal?

Afinal, por que quis servir-se dessa matéria para criar alguma coisa, em vez de usar sua onipotência para destruí-la totalmente? Ou poderia essa matéria existir contra a sua vontade?

E, se ela fosse eterna, por que Deus a teria deixado existir durante tanto tempo, por incontáveis períodos no passado, e somente depois teria decidido servir-se dela para criar alguma coisa?

Ou, se de repente quis fazer algo, não teria sido melhor, sendo onipotente, fazer com que essa matéria deixasse de existir, permanecendo somente Ele, o Bem total, verdadeiro, supremo e infinito?

E, se não fosse conveniente que Ele, sendo bom, deixasse de produzir e criar algum bem, por que, eliminada e aniquilada aquela matéria má, não criou outra matéria boa, da qual pudesse formar todas as coisas?

Pois não seria onipotente se não pudesse criar algum bem sem a ajuda daquela matéria que Ele próprio não havia criado.

Essas questões eu revolvia dentro do meu coração, angustiado pelos pensamentos devastadores da morte e por ainda não ter encontrado a verdade.

Entretanto, firmava-se de modo cada vez mais estável em meu coração a fé em teu Cristo, Senhor e Salvador nosso, no seio da Igreja Católica. Era ainda uma fé imperfeita em muitos aspectos e, por assim dizer, oscilante, sem estar plenamente ajustada à norma da doutrina. Contudo, minha alma já não a abandonava; ao contrário, a cada dia se deixava impregnar cada vez mais por ela.

Santo Agostinho, Confissões, VII, 5, 7).

Bom domingo para você e sua família!