2Tessalonicenses 2,1-3a.14-17; Mateus 23,23-26
“Vós deveríeis praticar isto, sem, contudo, deixar aquilo” (Mt 23,23)
UMA VIDA COM SENTIDO NÃO SE MEDE PELO QUE MOSTRAMOS AO MUNDO, MAS PELO AMOR QUE COLOCAMOS EM CADA ESCOLHA.
Jesus nos ensina que a verdadeira espiritualidade não está apenas em cumprir regras, mas em transformar o coração. Há pessoas que cuidam dos detalhes externos da vida, mas esquecem aquilo que dá sentido a tudo: a justiça, a misericórdia e a fidelidade.
A maior crise humana não é apenas perder coisas, mas perder o significado da própria existência. Quando encontramos um propósito maior, até os desafios ganham um novo sentido.
(Pe. William Santos Vasconcelos – Diretor Espiritual).
MEDITAR
- Minhas atitudes revelam quem realmente sou ou apenas uma imagem que quero apresentar aos outros?
- O que hoje preciso colocar em ordem dentro de mim para viver com mais verdade?
COMPROMISSO
Em uma atitude concreta perdoe, ajude ou escute alguém com atenção verdadeira. (escreva no seu Diário espiritual).
LEITURA ESPIRITUAL
Caminhar seguindo os passos de Jesus conduz sempre à obediência ao Pai, que marca inteiramente a vida de Jesus e sem a qual ela permaneceria absolutamente inacessível. É nessa obediência que também lançam raízes a amizade singular de Jesus com os homens, sua presença junto aos marginalizados e humilhados, aos pecadores e aos perdidos.
A imagem de Deus que surge na pobreza da obediência de Jesus, na entrega total de sua vida ao Pai, não é, de fato, a imagem de um Deus tirano que humilha; tampouco é a imagem de Deus como uma exaltação do domínio e da autoridade terrenos. É a imagem luminosa de um Deus que ergue e liberta, que introduz os culpados e os humilhados em um futuro novo e cheio de esperança, e que vai ao encontro deles com os braços abertos de sua misericórdia.
Uma vida seguindo os passos de Jesus é uma vida que se coloca nessa pobreza da obediência de Jesus. Na oração, ousamos praticar essa pobreza: o abandono sem cálculos de nossa vida ao Pai. Desse comportamento nasce o testemunho vivo do Deus da nossa esperança no centro do nosso mundo.
O preço que devemos pagar por esse testemunho é alto; o risco dessa obediência é grande: ela conduz a uma vida marcada por muitos confrontos. Jesus não foi nem um louco nem um rebelde, mas certamente foi visto como algo semelhante a ambos, chegando a ser confundido com eles.
Por fim, foi ridicularizado por Herodes como se fosse um louco e enviado à cruz por seus próprios compatriotas como um rebelde. Aquele que o segue, aquele que não teme a pobreza da obediência, aquele que não afasta de si o cálice, deve estar preparado para ser vítima dessa incompreensão, para encontrar-se em meio a muitos conflitos e para enfrentar novas formas de oposição cada vez maiores.
(Sínodo de Würzburg, “Nossa Esperança”, em Il Regno Documenti 6, 1976).
Bom dia para você e sua família!

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